Avaliação do efeito terapêutico do microagulhamento nas cicatrizes deprimidas de acne através da ultrassonografia cutânea
Tese de mestrado por Bárbara Nader
Orientadora: Sueli Coelho da Silva Carneiro
Coorientador: João Carlos Macedo Fonseca
Agradecimentos: Elisa Barcaui
O microagulhamento é uma das técnicas utilizadas para o tratamento das cicatrizes de acne. Até o momento só existem trabalhos na literatura afirmando resultado clínico e histopatológico, não existem trabalhos que avaliem seu resultado através de métodos de imagem a curto e médio prazo. O objetivo deste estudo foi avaliar quantitativa e qualitativamente o efeito terapêutico do microagulhamento nas cicatrizes deprimidas de acne pela ultrassonografia cutânea de alta frequência (USAF) e mapeamento Doppler. Foi um estudo experimental, prospectivo e não controlado, em que 29 indivíduos com cicatrizes deprimidas foram avaliados através da USAF e submetidos ao questionário de qualidade de vida (DLQI) e a escala analógica visual (EVA). Os indivíduos foram
submetidos ao USAF e preencheram o DLQI e EVA no dia do procedimento (D0), 1 mês após (D30) e após 6 meses (D180) de sessão única de microagulhamento com o roller 2,5mm. Houve melhora dos parâmetros avaliados pela USAF, como a espessura e ecogenicidade da epiderme, ecogenicidade da derme, e aumento da vascularização (mapeamento doppler), assim como, com redução dos valores de EVA e DLQI com significância estatística (p<0.05). Em conclusão, o microagulhamento em uma única sessão foi capaz de melhorar as cicatrizes de acne através da diminuição da espessura da epiderme e melhora do seu formato, aumento na ecogenicidade da derme e aumento da vascularização, documentadas pela USAF e mapeamento Doppler, assim
como pela grande satisfação dos indivíduos tratados com redução do EVA e DLQI (p<0.05).
Hidradenite supurativa: avaliação da eficácia da exérese ampla com reconstrução local
Tese de mestrado por Mario Chaves
CHAVES, Mario. Hidradenite supurativa: avaliação da
eficácia da exérese ampla com reconstrução local. 2020.
147f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) –
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020.
Introdução: a hidradenite supurativa (HS) é uma doença crônica, inflamatória caracterizada por nódulos, abscessos, túneis com secreção e dor incapacitante. Acomete mais mulheres jovens, sendo as regiões inguinais, axilares, intermamárias e glúteas os principais sítios. As intervenções cirúrgicas variam desde destruição local das lesões, incisão e drenagem, deroofing (abertura das lesões com cicatrização por segunda intenção) e excisão cirúrgica ampla, com diferentestécnicas de reconstrução.
Objetivo: avaliar o índice de recidiva após um período mínimo de 12 meses após a cirurgia de exérese ampla para o tratamento
da hidradenite supurativa Hurley II/III; Métodos: coorte longitudinal de pacientes com diagnóstico de HS Hurley II/III. Os indivíduos elegíveis foram submetidos à técnica de exérese ampla por cirurgia convencional ou com o laser de CO2 com reconstrução por retalhos cutâneos locais ou fechamento primário.
Resultados: Foram tratados 60 pacientes, dos quais 61,7% eram do sexo feminino, 52,3% eram brancos e a média de idade
foi de 30,7 anos. A idade média de início das lesões foi de 22,8 anos, variando de 8 a 58 anos de idade. Foram acompanhados
por um período que variou de 13 a 31 meses, com mediana de 18 meses. Dentre as 109 cirurgias realizadas, 89 tiveram fechamento por retalhos cutâneos simples e 20 foram fechadas primariamente, 70 foram realizadas por exérese ampla com
bisturi elétrico (62 com fechamento por retalhos cutâneos simples e 8 por fechamento primário) e 39 através de exérese
ampla com laser de CO2 (27 fechadas por retalhos cutâneos simples e 12 primariamente). O número total de recidivas foi
10 (9,1%). Estas aconteceram em média após 7,2 meses da cirurgia, com desvio-padrão de 3,8, mediana de 6, ocorrendo
no mínimo 2 meses e no máximo 12 meses após as cirurgias. O principal fator de risco associado à recidiva foi a obesidade. As complicações mais frequentes foram cicatrizes inestéticas, dor e deiscência parcial de suturas. O prurido foi queixa de 72,6%
dos pacientes, a maioria de intensidade moderada e persistente por até 6 horas diárias. Os locais mais acometidos foram as
axilas (90,2%). O DLQI teve queda de 64,7% para os pacientes submetidos a reconstrução por retalhos e 90,9% para os que
tiveram fechamento primário.
Conclusão: as técnicas empregadas (exérese ampla por cirurgia convencional ou com o laser de CO2 com reconstrução por retalhos cutâneos locais ou fechamento primário) foram eficazes e a taxa de recidiva menor que 10%, proporcionando uma grande melhora na qualidade de vida em todos os pacientes.