ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E MÉTODOS NÃO INVASIVOS PARA AVALIAÇÃO DA PSORíASE UNGUEAL: CORRELAÇÃO CLÍNICA E DIAGNÓSTICA
Tese de mestrado por Rachel de Lima Grynszpan
Orientadores: Sueli Carneiro e Marcia Ramos-e-Silva
Introdução: A literatura mostra que metade dos pacientes com psoríase (Pso) terão alteração ungueal, com incidência maior nos pacientes que desenvolvem artrite psoriásica (APs), devido à estreita relação micro anatômica entre o aparelho ungueal e o sistema musculoesquelético. Assim, a psoríase ungueal (Psu) pode ser um preditor clínico da APs. Essa relação entra a unha e articulação é o atual foco de pesquisa.
Objetivos: Avaliar a Psu através de técnicas não invasivas em pacientes com diagnóstico de psoríase ungueal acompanhados no ambulatório de dermatologia do HUCFF/UFRJ. As características clínicas e demográficas da amostra, bem como a relação entre a atividade e gravidade da doença ungueal e suas correlações com a Pso e APs.
A doença articular subclínica foi avaliada em 20 pacientes (133 unhas), no período de outubro de 2017 a outubro de 2018.
Resultados: A história familial de Pso ou APs foi positiva em 25% dos pacientes; a forma clínica mais comum foi a psoríase em placas; a doença articular esteve presente em 45% dos pacientes; a alteração ungueal mais frequente foi o pitting. A doença articular subclínica no US foi diagnosticada em cerca de 33% da amostra. A Candida foi o fungo mais frequente na cultura. O clipping evidenciou cerca de 60% de resultados positivos que a cultura não detectou. A dermatoscopia permitiu o diagnostico diferencial entre Psu e onicomicose.
Conclusão: Todos os métodos não invasivos utilizados, isoladamente ou em conjunto, mostraram-se como importantes ferramentas para o diagnóstico e avaliação da Psu.
IMUNOBIOLÓGICOS:
Psoríase moderada a grave: como prescrever o imunobiológico no consultório?
Rachel de Lima Grynszpan
A partir de 04/21 houve a incorporação no Roll da ANS de novos medicamentos, (listados abaixo), para tratamento de algumas doenças inflamatórias crônicas e auto imunes, tais como a psoríase moderada a grave:
Quais os casos de psoríase que se classificam?
Como começar?
Os exames necessários são:
- Hemograma
- Função hepática
- Função renal
- VHS/PCR
- Sorologia hepatite B e C
- Anti–HIV 1 e 2
- EAS
- Beta-HCG
- RX tórax
- PPD ou IGRA
Estudo da persistência dos imunobiológicos e seus fatores preditores no tratamento da doença psoriásica: experiência de 15 anos
Tese de mestrado por Cláudia Medeiros dos Santos Camargo
Orientadores: Márcia ramos-e-Silva e Sueli Coelho da Silva Carneiro
Os imunobiológicos (IB) começaram a ser usados há pouco mais de uma década na psoríase (Pso) nas formas moderadas a graves. A persistência dessa classe de drogas no tratamento de doenças dermatológicas crônicas tem sido estudada nos últimos anos. Os fatores preditores da descontinuação não foram identificados em sua totalidade. Estudou-se a taxa de persistência dos IB adalimumabe (ADA), etanercepte (ETN), infliximabe (IFX) e ustequinumabe (UST) com identificação dos eventos adversos e suas implicações clínicas e dos fatores preditores de retenção das drogas, num período de 15 anos. Foi um estudo retrospectivo longitudinal, revisão de prontuários, com os pacientes do ambulatório de doenças cutâneo-articulares do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho/Universidade Federal do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ) que receberam IB para doença psoriásica moderada a grave, no período de 2003 a 2017. Foram incluídos 78 indivíduos e 93 prescrições. Todos foram entrevistados pessoalmente. A prevalência do uso de IB foi 49,5% para o ETN, 31,2% para o ADA 14% para o IFX e 5,4% para o UST. O metotrexato (MTX) foi a medicação sistêmica mais vezes utilizada. Os eventos adversos mais observados foram reação local à injeção (27%), tonturas e vertigens (16%), infecção e infestação (14%). Os principais motivos de suspensão da medicação foram falha terapêutica (12,9%), abandono (10.7%) e questões burocráticas (6%). Duas pacientes engravidaram na vigência do tratamento e outra, veio a óbito por insuficiência cardíaca congestiva (ICC). As comorbidades mais prevalentes foram hipertensão arterial sistêmica (HAS) (52.7%), dislipidemia (26,9%) diabetes mellitus (DM) (16,1%) e obesidade (12,9%). Os pacientes que utilizaram INF tiveram risco 3,75 vezes maior de interromper o tratamento quando comparados aos pacientes que usaram ETN, cuja retenção foi de 57%. A maior taxa de persistência nos 15 anos foi do ETN e a menor do IFX. Os fatores preditores positivos para a retenção foram: sexo masculino, início tardio da doença, idade > 60 anos no inicio do tratamento, presença de artropatia e ausência de tratamento prévio com IB. Os eventos adversos foram leves em grande parte dos casos e em apenas três deles houve indicação de suspender a droga, enquanto as comorbidades estiveram presentes em mais de três quartos dos pacientes, na maioria das vezes em associações.