Dermatopatologia Comparativa On-line: neoplasias cutâneas e comparação de diagnósticos diferenciais desafiadores
Realizado nos dias 15, 17 e 22 de fevereiro, a edição deste ano do nosso Curso de Dermatopatologia Comparativa trouxe uma novidade: foco somente nos tumores cutâneos.
A programação científica foi composta por 16 temas diversificados, tais como: tumores epiteliais benignos e malignos, nevos, melanoma, princípios de IHQ, hiperplasia e malformações tumoral-símiles, principais tumores de anexos, metástases e fibrohistiocíticos.
Sob a coordenação dos colegas, os doutores Daniel Obadia, Gustavo Verardino, Maria Auxiliadora Jeunon Sousa e Thiago Jeunon, o curso reuniu professores com experiência diária no assunto, apresentando neoplasias cutâneas das mais variadas origens e comparando os diagnósticos diferenciais mais desafiadores.
MicologiaRio: seguindo a tradição do Curso de Micologia, mas totalmente reformulado
O primeiro MicologiaRio da SBDRJ fez o maior sucesso!
Com coordenação dos doutores Regina Schechtman e Eduardo Falcão, seguindo a tradição do Curso de Micologia da SBDRJ, o MicologiaRio contou com uma programação totalmente reformulada, com novos temas e discussões sobre terapêutica para auxiliar em situações comuns do dia a dia de todo dermatologista.
Nos três dias de evento – 17, 18 e 19 de março – além das aulas, houve também a apresentação de casos clínicos, sucesso em 2021. Com a participação de mais de 10 especialistas, o evento teve ainda dois convidados internacionais: o professor Roderick Hay, de Londres, que ministrou uma aula sobre histoplasmose, e Alexandro Bonifaz, chefe do Departamento de Micologia do Serviço de Dermatologia do Hospital General do México, com sua aula sobre mucormicose. Ao final do terceiro dia, os participantes testaram seus conhecimentos com um quiz interativo pela plataforma Zoom.
Boas-Vindas Residentes 2022
No dia 15 de março, a SBDRJ recebeu os 76 novos residentes (R1) de braços abertos – e presencialmente!
O evento – que foi patrocinado pela Aché Derma Profuse – aconteceu no Centro de Convenções do Edifício Argentina, em Botafogo, e reuniu nossa diretoria, o Dr. Daniel Obadia, vice-presidente, Dra. Regina Schechtman, secretária geral, Dr. Paulo Notaroberto, tesoureiro, Dra. Dina Zylbersztejn, assessora de diretoria, e Dra. Maria Cristina Ribeiro, coordenadora médica da revista Rio Dermatológico, além da Dra. Cláudia Alcântara, secretária geral da SBD Nacional e de chefes dos serviços credenciados.
Em seu discurso, o Dr. Fabiano Leal, presidente da SBDRJ, ressaltou a importância da formação, a riqueza dos cursos disponíveis e da prática continuada da nossa especialidade.
“É com muita honra que recebemos vocês aqui hoje. Entendo muito bem a dificuldade que tiveram para ingressar na dermatologia, vocês são guerreiros e merecedores desse sucesso. Uma nova etapa se inicia, e só depende de vocês saber como será essa nova caminhada. Aproveitem intensamente o que cada Serviço e a SBDRJ oferecem, isso fará diferença na sua formação. Valorizem e, literalmente, vistam a camisa da SBDRJ, e o que precisarem contem conosco.”
Ao final, cada diretor da SBDRJ apresentou um quiz com casos clínicos variados e temas como dermatopatologia, abordagem ética e científica da cosmiatria, micologia, dermatologia clínica geral e dermatologia oral.
Desejamos muito sucesso a todos, sejam bem-vindos, residentes!
Reunião Mensal - Março
Com 350 inscrições, nossa primeira RM de 2022 – que aconteceu no novo Teatro XP (no Jockey Club, na Gávea) lotou! Foi muito bom reencontrar os colegas, mas muitos não puderam estar presentes devido à falta de assentos disponíveis.
A palestra principal abordou a dermatologia clínica, com as ilustres participações do Dr. Alexandre Gripp, professor e chefe da Enfermaria de Dermatologia do HUPE-UERJ, e do Dr. Ricardo Barbosa, professor adjunto do Serviço de Dermatologia do HUGG-UNIRIO.
“Estamos muito felizes com esse retorno às reuniões mensais presenciais”, comemorou o presidente da SBDRJ, Dr. Fabiano Leal, que aproveitou para deixar uma dica: “Para a próxima RM, a gente recomenda que o associado se inscreva com antecedência, porque temos limitação de vagas no local.”
ECOS MEETING 2022 - RESIDENTE REVELAÇÃO ACHEDERMA
Por: Maitê Domingos
Vencedora do Prêmio Residente Revelação Achederma 2021
A última edição de AAD Annual Meeting foi realizada em Boston de 25 a 29 de março. O encontro deste ano obteve milhares de participantes de todo o mundo, abrangendo médicos, acadêmicos e profissionais de saúde vinculados. O evento apresentou uma grande variedade de sessões aprofundadas, destacando os recentes avanços de medicamentos e seu manejo nos cenários dermatológicos, como se vê abaixo:
Inibidores da Janus quinase (JAK) são uma nova classe de medicamentos com futuro promissor para aqueles pacientes refratários aos tratamentos anteriores instituídos. Apresentam um amplo alcance em inúmeras doenças.
Na dermatite atópica, apresentam vantagens como: administração oral e flexível; altas doses proporcionam melhor eficácia; úteis para pacientes que precisam de resposta mais rápida na primeira semana de uso e boa escolha para indivíduos com doença refratária, moderada à grave, cujo quadro clínico não é adequadamente controlado com outros medicamentos sistêmicos, incluindo os biológicos ou quando há alguma contraindicação. Desta forma, mostram ser o futuro da terapia para dermatite atópica moderada à grave em pacientes adultos e crianças maiores que 12 anos, conforme um estudo clínico que evidenciou a superioridade para um destes agentes, quando comparado ao dupilumabe, (inibidor da IL-4/IL-13), de apresentação injetável, sendo a única terapia modificadora da doença sistêmica aprovada para dermatite atópica, no presente momento.
– Upadacitinib é um inibidor de JAK oral, reversível e de pequena molécula projetado para ter maior seletividade para JAK1. Nos EUA, na União Europeia e em outros países, já é usado para tratar artrite reumatoide moderada ou gravemente ativa. Atualmente, está sendo estudado com a intenção de ser útil no tratamento de dermatite atópica e outras doenças inflamatórias imuno-mediadas, como artrite psoriásica, espondilite anquilosante e doença de Crohn. Na maior parte dos casos, ele foi bem tolerado e proporcionou alívio do prurido e melhora do aspecto da pele mais rapidamente, quando comparada com o dupilumabe. Por outro lado, 72% dos pacientes do grupo do upadacitinibe e 63% dos pacientes do grupo do dupilumabe desenvolveram algum efeito adverso, entretanto nota-se a necessidade de mais estudos.
-Baricitinibe, inibidor da via de sinalização JAK-STAT, via esta implicada na patogênese da alopecia areata. O estudo publicado no New England Journal of Medicine mostra que para os adultos com alopecia areata grave, o baricitinibe oral é superior ao placebo, em relação ao crescimento capilar, em 36 semanas. Porém, são necessários ensaios mais longos para determinar a sua eficácia e segurança no tratamento da alopecia areata.
-Ruxolitinibe creme 1,5%, inibidor de JAK1/JAK2, está em investigação para tratamento de vitiligo. Esta medicação demonstrou repigmentação considerável em pacientes adultos com vitiligo até 52 semanas de tratamento e com todas as doses sendo bem aceitas. Notou-se também que a associação a fototerapia a um inibidor JAK pode aumentar as áreas de repigmentação.
-Tofacitinibe, outro inibidor da JAK, tem sido mostrado em séries de casos como um tratamento eficaz para dermatomiosite em quadros mais graves e refratários da doença. A superexpressão do interferon beta na dermatomiosite grave pode representar o alvo contra o qual a inibição da via da sinalização JAK demonstra seu efeito.
-Deucravacitinibe é o primeiro inibidor da classe, oral, seletivo da tirosina quinase 2 (TYK2), com um mecanismo único de inibição das vias de IL-12, IL-23 e interferon tipo 1. Tem apresentando bons resultados para o controle da psoríase. É a droga nesta categoria com maior potencial em 2022.
Acne vulgar foi um outro tema abordado no evento. Os pilares terapêuticos atuais são: retinóides tópicos, peróxido de benzoíla, alguns antibióticos e a isotretinoína oral. Hoje, novos medicamentos estão sendo desenvolvidos para ampliar o arsenal terapêutico.
A Clascoterona creme 1% é um novo antagonista competitivo tópico do receptor androgênico, levando a inibição da produção de sebo, a redução da secreção de citocinas inflamatórias e suas vias, especialmente em mulheres em idade adulta. O seu uso parece demostrar eficácia e segurança favoráveis, com baixas taxas de efeitos adversos, apresentando bons resultados no tratamento da acne na idade adulta.