Estilo de vida
DERMATOLOGISTAS
ALÉM
DA DERMATOLOGIA
Sala de espera lotada, casos desafiadores, procedimentos que exigem foco e atenção, estudos e mais estudos… Provavelmente essa é a sua rotina, certo?
Seja para amenizar o cansaço, relaxar o corpo e a mente, aumentar o foco ou sentir-se mais energizado, ter um hobby é fundamental para aliviar o estresse e evitar o desgaste emocional. Principalmente nestes tempos de pandemia!
Para te inspirar a adotar novos hábitos e realizar atividades que aumentem o seu bem-estar, apresentamos as histórias de 3 colegas dermatologistas. Aqui eles te contam, entre outras coisas, como conciliam seus hobbies com a profissão de médico. Sejam bem-vindos à vida fora do consultório!
O MÉDICO PIANISTA
Daniel Lago Obadia
Vice-presidente da SBDRJ
Rio Dermatológico: Quando surgiu seu interesse pelo piano?
Daniel Obadia: Por volta dos seis anos, sendo que aos oito anos comecei aulas de piano clássico. Parei de ter aulas aos doze.
RD: Em meio à rotina atribulada, como encontra um tempinho para o piano?
DO: Em geral à noite, para relaxar depois de um dia cansativo.
RD: Já participou de algum evento como pianista?
DO: Apenas como pianista não. Mas em bandas, já participei de concursos e shows. Deu um nervosismo, mas a curtição de tocar e ver o público feliz e dançando é ótima!
RD: Qual sentimento esse hobby traz para sua vida?
DO: Tocar piano me traz uma alegria enorme e também relaxamento. Mesmo tocando pouco devido ao ritmo de trabalho, eu me desligo dos problemas e curto demais tocar meu piano!
RD: Faça um link entre esse hobby e sua vida profissional:
DO: A dermatologia requer estudo e prática para evolução e virtuosidade. Vejo o mesmo ao tocar piano. A repetição e o treino são necessários para tocar melhor. Como eu adoro ambos, fica muito legal estudar dermatologia e música.
A MÉDICA ESPORTISTA
Fabiana Wanick
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e de Cirurgia Dermatológica (SBCD);
Mestre pela UFRJ e Doutora pela UFF;
Autora de diversos artigos e capítulos de livros
RD: Quando surgiu seu interesse por toda essa vida esportiva?
Fabiana Wanick: Desde a infância praticava balé e jazz. Já na faculdade, comecei a correr e nadar. A natação, aliás, sempre foi um esporte que eu buscava quando queria fazer um exercício aeróbico e acalmar a mente. Aos 30 voltei a correr, mas o joelho sentia o peso do impacto e precisei praticar musculação para melhorar. Gostei e não vivo sem há 12 anos. Voltei a correr e fiz várias provas de 5, 10 e algumas de 21 km. Parei de correr por uns anos pela correria do trabalho e dos estudos e, na pandemia, com o fechamento das academias, retornei de vez.
Nunca me exercitei tanto ao ar livre, o que é ainda melhor. Também na pandemia, uma paciente me ofereceu uma aula de yoga on-line. Fiz e gostei muito do modo Ashtanga Vinyasa: fluído, com torções, alongamento, equilíbrio, força e coordenação da respiração, tudo com muita técnica e foco.
A natação voltou há pouco tempo, e agora no mar… Não preciso de mais nada, me sinto completa em termos de saúde, movimento, coordenação, força e foco.
RD: Como é sua relação com os exercícios em meio à rotina?
FV: Preciso praticar meus exercícios pela manhã e, muitas vezes, pratico um seguido do outro para dar tempo (e levo bronca da professora de yoga porque estou sempre correndo, literalmente), mas só assim consigo fazer meus exercícios antes de ir para o consultório. Começo às 6h30 e vou emendando uma coisa na outra. Meu ócio é sempre em movimento.
RD: Já participou de algum evento/concurso?
FV: Já participei de várias provas de corrida, mais pela energia, alegria, empolgação de estar se exercitando em conjunto. É muito gostoso! O pódio é meu só de completar a prova feliz e bem fisicamente, isso já me basta.
RD: Qual sentimento esse hobby traz para sua vida?
FV: Me sinto energizada e focada. O cansaço passa, a gente se acostuma e nem sente… Na verdade gosto muito.
RD: Faça um link entre esse hobby e sua vida profissional:
FV: O dia no consultório é agitado e preciso ter muita disposição e foco para passar o dia atendendo, concentrada nos procedimentos – que são muitos – disposta e feliz. Se tenho um caso difícil, assuntos para estudar ou aula para preparar, preciso estar bem e tranquila mentalmente, e os exercícios me trazem isso. O segredo é amar o que se faz, seja nos exercícios, seja no trabalho. E faço o que amo todos os dias!
O MÉDICO TENISTA
Fabiano Leal
Presidente da SBDRJ
RD: Quando surgiu seu interesse por tênis/desde quando joga?
Fabiano Leal: Meu primeiro esporte de raquete foi na infância, na AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), com o tênis. Comecei com 10 anos e logo fui envolvido por esse esporte maravilhoso, mas também adoro jogar frescobol, tênis de mesa e, há 10 anos, tenho praticado o beach tennis. Hoje, nas horas vagas, me divido entre o tênis, frescobol e o beach tennis.
RD: Já participou de algum torneio?
FL: Já participei de vários torneios pela Federação do Rio de Janeiro, fui federado pelo Flamengo e joguei vários torneios na AABB, no Flamengo e disputei vários interclubes. Tenho algumas medalhas de campeão, vice, terceiro lugar e também já fui eliminado em vários torneios, até porque, na minha época, havia jogadores de altíssimo nível, como Egberto Caldas, Alexandre Almeida e outros que jogavam muito fácil e dominavam o ranking do Rio de Janeiro. E não posso deixar de citar um torneio de tênis que aconteceu na Bahia. Entre os dermatologistas presentes, a minha dupla foi com a Paula Gurfinkel (que jogadora espetacular!), filha da doutora Andrea Gurfinkel, que foi uma tenista de primeira no Rio de Janeiro. Chegamos à final e enfrentamos o doutor Joaquim Mesquita e o Márcio, gerente da Aché, e conseguimos a medalha de ouro. Tem tantos dermatos que jogam tênis: doutora Leandra Metsavah, doutor Terzian, doutor Fernando Almeida, o nosso presidente da SBD, doutor Mauro Enokihara, dentre outros.
RD: Qual sentimento esse hobby traz para sua vida?
FL: É um esporte com muita pressão, no qual é importante saber contornar adversidades durante os jogos e principalmente vitórias suadas, que geram automaticamente mais autoconfiança na vida pessoal. Lembro que, com 18 anos, fiz curso para árbitro de tênis da ATP (Association of Tennis Professionals), e trabalhei alguns anos como juiz de tênis em vários torneios – os que mais gostava era da Copa Davis. Viajei o Brasil todo, cheguei a arbitrar jogos do Fernando Meligeni e do nosso querido Guga. Foi quando passei para medicina e escolhi cursar a faculdade e abandonar a carreira de árbitro. Fiquei um tempo sem jogar tênis e, há 5 anos, voltei para esse esporte maravilhoso que tanto me encanta. E uma das pessoas que me incentivou a voltar foi o nosso professor Alexandre Gripp, que joga um tênis refinado. Agradeço demais aos professores Fiuza (com quem aprendi os primeiros passos) e Regnier, que tanto me incentiva. Em março deste ano, um amigo da AABB, Marcelo Barroca, chegou para mim e falou: “Inscrevi eu e você em um torneio de duplas na AABB, categoria A, topa?” Aí eu falei, “É sério isso? Ok, já que inscreveu, vamos encarar”, e nos consagramos campeões do torneio de duplas agora em abril.
RD: Faça um link entre esse hobby e sua vida profissional:
FL: A vida tem altos e baixos, e assim como no tênis, temos que aprender a lidar com vitórias e derrotas. Não deixe se abater porque perdeu determinada partida. Derrotas fazem parte da vida, e devemos aprender a tirar lições disso, levantar a cabeça e enfrentar o próximo desafio. Esse torneio que joguei recentemente, estava desacreditado, não sabia se poderíamos chegar longe, e fomos campeões. Então, como lição, é muito importante termos autoconfiança em tudo que realizamos, e nunca devemos entrar em quadra de cabeça baixa.