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Jornal O Globo – 04/12/14 – Hidrogel Andressa Urach

RIO – Internada desde segunda-feira em função de uma infecção ocasionada pela rejeição à aplicação de hidrogel nas pernas, a modelo Andressa Urach apresenta melhora evolutiva em relação a terça-feira. Segundo a assessoria do Hospital Nossa Senhora da Conceição, onde ela está internada, em Porto Alegre, a paciente está “despertando e respirando espontaneamente, sem auxílio de aparelhos”. Entretanto, ela segue internada na Unidade de Tratamento Intensivo e seu estado de saúde permanece grave. O último boletim sobre o quadro foi divulgado na tarde desta quarta-feira.

Apesar da melhora, ainda não há previsão de alta da UTI. Mais cedo, o hospital informou que há um plano concreto de redução dos medicamentos sedativos ao longo do dia de hoje. Não há procedimento cirúrgico planejado para hoje, até o momento.

Diferente de algumas notícias que circularam na internet, o hospital informou que em nenhum momento durante a internação na unidade a paciente apresentou quadro de parada cardiorrespiratória, assim como não foi submetida a amputação de membro inferior.

SUBSTÂNCIAS DEFINITIVAS

Segundo a dermatologista Gabriella Correa de Albuquerque, coordenadora de cosmiatria da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro, tudo indica que Andressa fez aplicação de hidrogel e polimetilmetacrilato. A primeira, como ela explica, contém uma substância chamada poliacrilamida, que age como se fosse uma cerâmica injetada na pele. Já o polimetilmetacrilato era inicialmente usado para enxertos ósseos, e passou a ser utilizado também para o preenchimento de tecidos moles.

– O grande problema é que eles são definitivos. Uma vez injetados, não são eliminados pelo organismo, produzindo reações inflamatórias. No caso dessa paciente, uma possibilidade é que, ao tentar tirar essas substâncias do organismo, essas reações inflamatórias foram estimuladas. Com isso, ela passou a ter reações sistêmicas até evoluir para sepse, que é uma infecção generalizada – detalha a dermatologista.

Segundo Gabriella, justamente para se evitar estes tipos de reações, recomenda-se que procedimentos estéticos como o da modelo sejam feitos a partir de produtos temporários, que possam ser absorvidos pelo organismo num período de até dois anos.

A dermatologista também destaca que tudo que foi noticiado até agora aponta para o fato de Andressa ter usado grandes quantidades das referidas substâncias, justamente em áreas mais contamináveis, como as pernas. Para ela, há grandes chances de a modelo se recuperar e sair bem do hospital. Entretanto, as possibilidades de conseguir remover os produtos do organismo são “muito improváveis”.

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