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O que você precisa saber sobre alisamento capilar!?

A prática de alisamento capilar e seus consequentes riscos são dúvidas muito frequentes nos consultórios dermatológicos. Os alisantes são as substâncias químicas que mais causam danos ao cabelo e ao couro cabeludo, sendo necessário o conhecimento das composições desses produtos e dos inúmeros problemas associados ao seu uso, a fim de que se avalie os riscos e os benefícios desse procedimento.

Os alisantes capilares são divididos em duas categorias principais: os alcalinos e os ácidos. Os alisantes alcalinos são os mais antigos, como o tioglicolato de amônio e os hidróxidos (sódio, cálcio, potássio, lítio e de guanidina). Esses são liberados e regulamentados para o uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já os alisantes ácidos como o formaldeído (formol) e o glutaraldeído são proibidos pela legislação sanitária brasileira. Pirogalol, ácido glioxílico e seus derivados, carbocisteína, cisteína HCL e cisteamina HCL estão atualmente em análise para liberação do uso pela Anvisa.

Apesar da atual legislação permitir a utilização do formol como conservante cosmético a 0,2% e como agente endurecedor de unhas na concentração a 5%, essa popular substância é proibida como alisante capilar. O uso do formol, e de outros ácidos que o liberam ao aquecê-lo, pode causar queda de cabelo, irritação e até mesmo queimaduras. A longo prazo, ele pode causar câncer nas vias aéreas superiores (nariz, faringe, laringe, traqueia e brônquios) e até mesmo leucemia.

Apesar dos riscos, o formol ainda continua sendo utilizado irregularmente e pode estar mascarado com diversas denominações como “botox” capilar, selagem, alinhamento, escova inteligente, marroquina, de chocolate, dentre outros.

É importante ressaltar que todos os alisantes estão contraindicados em gestantes, lactantes e em crianças. Para a sua segurança e saúde, procure sempre informar-se sobre a composição específica do produto que irá utilizar e consulte se o mesmo é liberado pela Anvisa. Acesse o guia do formol da SBD aqui.

 

Dra. Rita Cortez e Dra. Flavia Weffort, pelo Departamento de Cabelos da SBDRJ – Gestão 2021/2022

Fonte: http://consultas.anvisa.gob.br

Cartilha da SBD sobre os riscos do Formol

Barreto T, Weffort F, Frattini S, Pinto G, Damasco P, Melo D: Straight to the Point: What Do We Know So Far on Hair Straightening? Skin Appendage Disord 2021. doi: 10.1159/000514367