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Seminário debate a realidade da hanseníase no estado do Rio de Janeiro

Na segunda-feira, 7 de agosto, o presidente da SBD-RJ, Egon Daxbacher, ministrou palestra no I Seminário Estadual de Mobilização e Combate à Hanseníase, organizado pela Secretaria Estadual de Saúde. Ele chamou a atenção para a necessidade de se investir na melhoria do diagnóstico e apresentou casos de pacientes que tiveram complicações da hanseníase. “É importante aumentar o nível de informação sobre a doença para melhor qualificar o corpo médico evitar a peregrinação do paciente por vários serviços de saúde em busca do diagnóstico correto”, afirmou Daxbacher. “Mas não adianta informar somente os médicos. É muito importante informar também a população”, acrescentou, relatando o caso de uma paciente que ficou 30 anos com um sintoma oculto da hanseníase. 

Para José Augusto da Costa Nery, do Departamento de Hanseníase da SBD-RJ, é preciso que haver uma união das ações de saúde e das pessoas em torno da doença. “A hanseníase é um problema de saúde em todo o país e não apenas no Rio. Para o combate efetivo, é preciso que cada estado faça a sua parte. Acho que a humanização da hanseníase acontece quando passamos a nos preocupar com o próximo e trabalhar para minimizar seu sofrimento”, disse Nery.

“Pela primeira vez, no estado do Rio, a união das instituições foi fundamental. Em anos anteriores, éramos chamados para complementar ações. Dessa vez, todos sentaram juntos e trabalharam conjuntamente no planejamento. Essa é a forma correta de tratarmos a hanseníase. Hoje, o estado do Rio tem pouco mais de 1 mil casos, mas os casos estão chegando com complicações. Por isso, é muito importante a união das instituições. Quero parabenizar as ações da SBD no estado do Rio, que conseguiu espaços inéditos de comunicação que podem fazer a informação chegar a um maior número da população, chegar a pessoas que nunca ouviram falar sobre a doença”, afirmou Artur Custódio, vice-coordenador nacional do Morhan e conselheiro nacional de saúde.