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Queloide ou cicatriz hipertrófica?

Depois de um corte, um machucado ou queimadura, a reação da pele é formar um novo tecido para curar a ferida. O problema é que nem sempre a cicatriz que fica é lisinha, fininha e discreta. Em alguns casos, por genética ou mesmo por outros fatores, a pele sofre alterações que podem originar em cicatrizes hipertróficas ou queloides.

Embora a cicatriz hipertrófica e o queloide possam apresentar vermelhidão, coceira e elevação na pele, o queloide aparece em alto relevo, pele grossa e até acompanhado de dor. Este tipo de lesão se origina de uma produção exagerada de colágeno, fazendo com que a pele fique mais protuberante, ultrapassando os limites do ferimento. É, geralmente, originado por fatores genéticos, sendo mais comum em negros, asiáticos e hispânicos, até mesmo em jovens grávidas.  

Já a cicatriz hipertrófica é menos intensa e não ultrapassa os limites da ferida, pode aparecer em qualquer indivíduo, surge em qualquer região do corpo e, acima de tudo, pode regredir com o tempo.

Para as cicatrizes com formação de queloide, é difícil obter sua redução ou regressão. Alguns tratamentos consistem em reduzir a produção ou o acúmulo do colágeno por meio de cremes, mas somente esta medida pode não ser eficaz. Se o queloide já está bem desenvolvido, tratamentos mais invasivos podem ser necessários, inclusive cirurgias  podem ser realizadas.

Por isso, uma nova cirurgia também resultará em uma nova cicatriz que, desta vez, deverá ser melhor controlada para que não se forme um novo queloide. Assim, logo depois do procedimento é necessário recorrer a tratamentos que vão reduzir a atividade de colágeno na região, como é o caso da Betaterapia (radioterapia para pele) e da injeção de corticoide. 

Se você tem algum tipo de cicatriz, procure a ajuda de um médico dermatologista!

Fonte: SBDRJ